1 de abr de 2009

Voltaremos a crescer?...


Estou certo que sim, é claro que voltaremos. Apesar de alguns percalços.



É, a economia mundial passa por uma turbulência sem igual na economia moderna, alguns especialistas afirmam que esta crise pode ser pior até que a quebra da bolsa de Nova York, em 1929.



O nosso presidente "metaforizou": “crise é tsunami nos EUA e, se chegar ao Brasil, será 'marolinha'”. Mas as coisas não são bem assim não. Nosso país não irá sofrer um “tsunami”, mas também não vamos ficar só na “marolinha”. Um exemplo: embora o governo tenha revisado para baixo sua projeção de crescimento do PIB de 3,5%, ele continua a projetar uma expansão de 2% este ano, um número que contrasta fortemente com as estimativas de economistas independentes.



Nosso saudoso Ministro da Fazenda, Guido Mantega, continua projetando um crescimento de 2% para 2009 mesmo diante da contração do PIB (Produto Interno Bruto) de 3,6% no quarto trimestre de 2008.



Pois é, nossa economia não está tão “descolada” assim do resto do mundo.



Ainda há esperança. Nossa bolsa de valores, BOVESPA, perdeu muito desde o começo da crise, mas as bolsas dos países desenvolvidos perderam muito mais – o que sugere uma pequena volta de algum tipo descolamento entre os emergentes (nós) e o mundo rico (eles). O que o governo deve fazer agora? Primeiro, rezar. Depois deve torcer para a China (a locomotiva do mundo) melhorar sua economia. A China é a um grande consumidor de commodities do Brasil, e com a pequena alta que as commodities tiveram em março deste ano o governo espera "compensar" a contração do PIB no último trimestre de 2008. Vamos torcer para China!!!!



Alguns especialistas prevêem que a volta do crescimento ocorrerá no terceiro trimestre, liderada pela indústria, o setor que mais caiu até agora. A parte mais difícil de prever é o comportamento do setor de serviços, hoje o principal na formação do PIB brasileiro. Esse setor pode surpreender. Mas ainda assim a retomada se dará num ritmo lento, aos poucos. Por enquanto, a previsão é de queda de 1,5% do PIB neste ano, pois o efeito da desaceleração já ocorrida é grande. Uma condição necessária para a recuperação é que a expectativa de piora desapareça. Aí o excesso de cautela diminui, as pessoas recomeçam a comprar e as companhias voltam a produzir, embora num nível mais lento. Isso é mais fácil no Brasil do que nos Estados Unidos, já que aqui as famílias e as empresas estão menos endividadas. A reação radical à crise ocorrida nas empresas brasileiras é outro dado positivo. É como tratar um câncer: é melhor tirar mais do organismo e assim evitar que a doença reapareça. Ter feito um ajuste forte no início da crise vai ajudar a recuperação a ser mais rápida. Da parte do governo, o Banco Central tomou as medidas certas e, até agora, o governo fez bem em resistir a ideias exóticas - o que não é fácil porque até os Estados Unidos têm tomado iniciativas mais heterodoxas. Se continuar assim, o Brasil estará em boas condições para se sair bem.



Bem, apesar de tudo, estamos no caminho certo. Espero que o nosso governo escolha as opções certas para que possamos ver um Brasil mais estabilizado e forte para enfrentar problemas futuros e “competir” de igual para igual com os grandes países do mundo.



Até mais e ... comentem!!!!!!!

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